É quase impossível atualmente encontrar quem utilize o correio eletrónico e que não tenha ouvido falar em SPAM, ou pior ainda, não seja uma das suas vítimas diárias. Agregado ao SPAM chegam as inúmeras mensagens dos nossos amigos e conhecidos que, a julgar pelo número rececionado, devem passar o dia a reencaminhar os e-mails que recebem para toda a sua lista de contactos, tornado ainda mais penoso o ato de fazer uma gestão célere e prática da nossa caixa de correio.

Por tudo isto, e como utilizo o meu endereço eletrónico há mais de 10 anos, tendo a minha caixa de correio bombardeada com quase uma centena de e-mails diários, decido ocasionalmente perder (ou ganhar, depende do ponto de vista!) algum tempo a eliminar SPAM, a remover o meu endereço eletrónico de mailing lists ou, simplesmente, a responder a alguns amigos e conhecidos que não é por reencaminharem um determinado número de e-mails que poderão vir a ter mais sorte, que a criancinha doente se vai salvar ou que podem vir a ganhar o maravilhoso iPhone 4s!

É quase um combate contra moinhos de vento, uma cruzada impossível de vencer. Parece que cada vez chegam ainda mais e-mails, a avisar-me para ter cuidado com as festas para as quais sou convidado (onde posso acordar numa banheira de gelo sem um rim) ou para não comer bananas vindas da Guatemala (porque a vizinha da prima do amigo do padeiro foi mordida por uma cobra que vinha na caixa das ditas). Mas se estas lendas urbanas passadas e “repassadas” por simples ignorância ainda podem ser toleradas, já certas atitudes tomadas por empresas bem conhecidas e que deveriam contribuir positivamente para a circulação de menos lixo cibernético, devem ser denunciadas.

O meu contacto eletrónico fazia parte da mailing list da Central de Cervejas, pois registei-me no seu sitio da internet por ocasião de um concurso levado a cabo pela cerveja SAGRES. A par dessa inscrição, comecei a receber a newsletter assiduamente. Também com a mesma assiduidade, carregava no link “REMOVER”, de modo a deixar de receber esse tipo de correio eletrónico. Abria-se uma caixa de correio do outlook com o endereço da Central de Cervejas e a palavra REMOVER no assunto e bastava carregar em enviar. Um processo simples… mas no entanto ineficaz!  Mês após mês, o processo repetia-se e as newsletters continuavam a chegar.

Não basta às empresas terem o instrumento legal para proceder à remoção dos endereços. Há que proceder em conformidade com a vontade do visado. Da parte da Central de Cervejas, nunca recebi qualquer informação de confirmação da remoção do meu endereço da base de dados.

Farto disto, enviei um último e-mail, com conhecimento à Associação Portuguesa de Marketing Direto (AMD). Resultado: em dois dias o meu contacto foi removido. Ou seja, só após a intervenção da entidade reguladora foi possível satisfazer a minha vontade. Uma vontade que já vinha a ser demonstrada há meses…

 

Aproveito para dar os parabéns à AMD pela rápida intervenção para a resolução da situação. Fico feliz por sentir e saber que há organizações que funcionam e que têm peso na proteção do consumidor.

No entanto, não posso fazer o mesmo à Central de Cervejas. Meses a enviar e-mails sem sucesso e só após a intervenção da AMD é que “me deram ouvidos”. Com a agravante de nunca terem respondido ao interessado e com a agravante da confirmação da retirada do endereço da base de dados ter sido dada à entidade reguladora e não a mim.

 

E é contra esta visão das empresas em pensarem que os endereços eletrónicos são “números” que podem trabalhar em função dos objetivos que pretendem atingir, sem pensarem que existem pessoas de carne o osso por trás desses endereços (sim, esses é que bebem a cervejinha fresquinha!), que atribuo mais um prémio da fúria, desta feita à Central de Cervejas.

Espero que lhes dê tanto prazer recebê-lo como a mim entregá-lo!

Carta aberta ao Exmo. Senhor Subdiretor de Gestão de Cobranças

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AVISO DE FALTA DE PACIÊNCIA POR TANTA INCOMPETÊNCIA JUNTA

Estimado Subdiretor de Gestão de Cobranças,

Como é do conhecimento de V. Exa., as faturas que refere na sua simpática missiva recebida dia 24, já foram pagas no dia 17 deste mês, exatamente no mesmo dia em que recebi (finalmente) os dados para pagamento por multibanco.

Como é do conhecimento de V. Exa., eu nunca estive em incumprimento com essa “empresa”, pelo contrário, é essa “empresa” que tem um repetido e evidente incumprimento para comigo.

De acordo com a sua simpática missiva, em que manifestam o desejo de rescindir o contrato assinado comigo, devo esclarecer que deveria participar da ENDESA porque me está a roubar a ideia. Essa ideia é minha e deixei-a bem vincada após o primeiro mês de contrato. Os senhores é que me vieram com a história da fidelização de um ano de contrato, porque por mim, já me tinha divorciado deste casamento condenado. Como veem, a ideia partiu de mim. Estou, no entanto, disponível para dissolver o casamento, basta essa “empresa” libertar-me desse fardo.

Como é do conhecimento de V. Exa., pedi em outubro do ano passado para passar a pagar as faturas da ENDESA por multibanco, em vez de débito bancário. Sei que é algo complicado, apenas alcançável por poucas mentes brilhantes e um método nada utilizado noutras empresas. Mas conheço algumas que o fazem, como por exemplo… deixa cá ver… Todas as outras! Exceto a ENDESA!

Para que não restem dúvidas, exemplifico com figuras, pois posso reconhecer que o que pedi pode ser de difícil entendimento. O que pedi foi…

para…


Esclarecida esta equação, devo dizer a V. Exa. que contactei o call center da ENDESA e também escrevi no portal dessa “empresa”, a dar conta daquilo que pretendia.

No primeiro caso informaram-me que não precisava de fazer nada, pois assim que a fatura viesse devolvida pelo banco, passaria automaticamente a receber as referências multibanco.

No segundo caso, recebi esta pérola:

Portanto, só após a segunda tentativa é que são geradas referências. Ou seja, não há por aí um botãozinho onde alguma alma consiga cancelar a forma de pagamento por débito direto e passar a faturar-me por pagamento-multibanco. Não, nada disso! As faturas continuam a ir para o banco, mês após mês, duas e três vezes. Tudo porque “quando assinei contrato, o modo de pagamento associado foi débito direto”, vai daí, não há nada a fazer, continuo a receber os avisos de devolução bancária, os avisos de corte e, finalmente, lá vem uma referência multibanco para o pagamento.

Estimado Subdiretor de Gestão de Cobranças, já reparou que vivemos numa época em que até para quem quer pagar é complicado viver? Eu compreendo que há lugares que devem ser mantidos, há que mostrar serviço, mas por favor, não o faça à custa de quem ainda vai honrando os seus compromissos. Quem escolhe o modo de como pagar, sou eu! Por isso, ficarei mensalmente à espera das suas simpáticas cartas com avisos de corte e de rescisão de contrato.

Permaneço à inteira disposição de V. Exa. para o esclarecimento de qualquer dúvida (a ENDESA tem os meus contactos, ao contrário da sua simpática carta, que nem o nome assina).

PS1: Perdoe-me o constante “como é do seu conhecimento”, mas é para ter a noção de como eu me senti ao ler a sua carta sem ter conhecimento da “ponta de um corno”!

PS2: Perdoe-me a palavra “empresa” vir entre aspas, pois para mim a designação de Empresa é algo moderno, com visão, estratégia, que percebe o cliente, com interação, e não uma coisa estática, imperial ou sobranceira.

PS3: Gostaria de premiar o desempenho da ENDESA com um Prémio da Fúria. É o segundo que essa “empresa” ganha.

Espero que lhes dê tanto prazer voltar a recebê-lo como a mim entregá-lo!

Esta semana assisti a um seminário onde, de um modo geral, se disse que as empresas, mais do que preocuparem-se com a qualidade dos seus produtos e serviços (que, obviamente, devem ser bons), devem privilegiar a imagem desses produtos junto dos seus clientes. A imagem do “cliente” habitual perdeu-se, sendo que são considerados clientes quer aqueles que efetivamente consomem esses produtos e serviços, quer os potenciais clientes, ou seja, aqueles que ficam com uma boa perceção da empresa, do serviço, do produto e, mais tarde, podem vir a “comprá-lo”. Na prática, as empresas devem manter uma boa postura, devem interagir com as pessoas, com as redes sociais, perceber onde podem ganhar quota e corrigir o que de menos bem têm feito.

O caso Ensitel é, talvez, o nosso melhor case study. Uma empresa que erra, tem uma atitude sobranceira e, não só não compensa a cliente pela avaria no telemóvel, como ainda a obriga judicialmente a retirar tudo o que esta escreveu no seu blog. A Ensitel nem sabe onde se meteu! A notícia espalhou-se de um modo viral pela internet e a empresa teve de dar a mão à palmatória e (tentar) remediar as perdas que esse ato teve na sua marca.

Ora o senhor Zeinal Bava, apenas e só para me chatear (sim, eu acho que isto é pessoal!) e como já está farto dos Gato Fedorento, do Futre e do gajo que diz que o medo é uma cena que não o assiste, virou-se para mim. E pensou: “vou acabar com o stock dos prémios daquele fulano, porque quanto mais depressa o fizer, mais rapidamente ele deixa de escrever sobre a minha imaculada empresa!”.

Depois de perder o resto do cabelo que ainda tinha a tentar que me instalassem o serviço de internet na minha casa do Bombarral, e (mais importante) conseguir que aquilo funcione durante algum tempo, eis que lá chego para passar uns dias de descanso e percebo que os “zeros” e os “uns” que circulam na internet estão de férias. Nada! Nem um gigabyte, um megabyte, ou kapabyte… Nada circula naqueles fios. Tento o telefone. Calado. Silêncio. Apenas os passarinhos lá fora… E, claro, o meu coração a bater a um ritmo descontrolado e o sistema nervoso a adivinhar festa.

Foram nove dias. Nove dias sem internet e sem telefone. Nove dias onde, diariamente, a resposta era lida e transcrita através do ecrã do computador pela senhora robotizada do outro lado do telemóvel: “lamentamos o sucedido, a situação está identificada e os nossos técnicos estão no local a remediar a avaria”. Simples. Nem uma previsão, nem porquê, nem nada. Nem mais uma palavra.

Até hoje não recebi qualquer pedido de desculpas. Até hoje, não recebi o valor das chamadas de valor acrescentado efetuadas pelo telemóvel para reclamar a avaria. Até hoje, não foi feito o acerto da fatura do mês de Setembro, que foi pago na totalidade mas que esteve sem serviço durante nove dias.


Surpreendente? Não. Esta empresa já não surpreende ninguém. Vive fechadinha no seu mundo, a inventar músicas de Natal cantadas pelo Ricardo Araújo Pereira e companhia, sentada confortavelmente no seu cadeirão de empresa monopolista em determinadas zonas do país e, por isso, agindo de forma autocrática e, também, verdadeiramente autista.

Agradeço e sinto-me honrado por se ter lembrado de mim. Sei que zela para que os meus tempos livres sejam ocupados a publicitar a sua empresa. A escrever sobre ela. A falar com os seus call centers. A escrever reclamações. E, obviamente… a continuar a ser ignorado.

Por isso, não posso deixar de o retribuir, pela terceira vez, com um Prémio da Fúria. E não se preocupe. Ao contrário de si, eu não o ignoro. Tudo farei para que o meu stock seja reposto, sempre que a sua empresa me tratar como me tem tratado.

Espero que lhe dê tanto prazer recebê-lo como a mim entregá-lo!

PS: Alguns meses depois destas publicações, fui contactado por um colaborador da PT que se dispôs a resolver a situação do acerto de contas. Depois de alguns emails trocados, a situação veio regularizada na fatura de Maio.

Congratulo esse colaborador pelo facto de ter percebido e entendido um problema que já tinha sido exposto várias vezes de uma forma oficial à sua entidade patronal, sem que essa a tivesse resolvido.

Fica aqui o cumprimento pela atitude. No entanto, mantenho a entrega do Prémio da Fúria à PT, pois como entidade/organização/empresa, não conseguiu atender às necessidades e problemas do cliente.

Tem é o mérito de ainda ir tendo alguns colaboradores interessados nos seus quadros!…

Sesimbra é um lugar pitoresco, um cartão de boas vindas a quem gosta de passar um tempo descontraído a viajar na história da vila. O cheiro a sardinha assada ou a maresia entra-nos pelas narinas e enche os olhos de cores raiadas.

Foi sem surpresa que, em visita de fim de semana, fomos almoçar ao Restaurante Praiamar.  Da ementa fazia parte uma fritada mista de peixe, acompanhada com açorda de ovas, e uma grelhada mista de peixe, acompanhada com batatas cozidas e legumes, tal como documentado na figura seguinte.

Como me estava a apetecer a grelhada de peixe, mas também a açorda, pedi exatamente a troca de acompanhamentos, pois o meu par não se importava de comer a fritada com batatas e legumes. Ou seja, na prática, seria o seguinte:

Para meu espanto, fui informado de que a troca não era possível e que, se quisesse a açorda, teria de a pagar à parte. Como não queria estragar a refeição, acedi. E, em boa verdade, foi uma refeição divinal.

À saída, por curiosidade, decidi perguntar ao gerente o porquê da cobrança do referido acompanhamento, porque na ótica do cliente o produto é o mesmo (o peixe misto só varia no modo de confeção) e bastaria trocar os acompanhamentos.

Com um ar sério e grave, como quem vai revelar o 4.º segredo de Fátima, o gerente retorquiu eloquentemente que (e passo a citar) “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”, para terminar em grande estilo com aquilo que ainda hoje considero uma pérola de retórica: “tão simples como isso”!

Confesso que na altura não sabia se havia de rir ou se discutir aquilo que se pratica nas empresas em relação à satisfação do cliente, nas relações interpessoais ou, ainda, na venda do produto na ótica do comprador. Preferi sorrir e sair, sem antes agradecer esse precioso esclarecimento.

No entanto, passado tanto tempo, não me coíbo de recordar esse momento e partilhá-lo aqui. Cobrar 6 euros por um acompanhamento de um prato similar, que não acarretaria qualquer tipo de custos adicional, não foi decididamente a melhor opção de “gestão”!

Há empresas que direcionam o seu produto de modo a satisfazer o cliente. Outras, como a que este “gerente” dirige, preferem ficar estáticas no mercado, tendo o cliente de adaptar-se ao produto que vendem. A diferença é que as primeiras vencem e as segundas estão condenadas ao fracasso.

Portanto, para terminar, e dirigindo-me concretamente a esse gerente do Restaurante Praiamar, em Sesimbra, ofereço-lhe um Prémio da Fúria, com toda a dedicação e carinho com que fui brindado no seu estabelecimento. E sem lhe pedir qualquer pagamento de 6 euros ou qualquer outra quantia. Este prémio, sou eu que o ofereço, não o estou a vender.

E não confunda este prémio com qualquer outra similaridade de louça regional do país. Não é nada disso. É que “uma coisa é uma coisa… e outra coisa é outra coisa”!

Tão simples como isso!

Carta de reclamação AQUI!

Num destes dias, ao tentar adquirir 3 selos dos CTT numa máquina automática de venda, em Benfica, esta engoliu-me a moeda de 1 euro e, silenciosamente, disse-me para esperar sentado pelos selos.

Acontece. Até porque atos de vandalismo neste tipo de mobiliário são frequentes. Eu é que não tenho culpa disso! Portanto, quero o dinheiro ou os 3 selos!

Procuro um contacto telefónico e encontro um 707 qualquer coisa para ligar em caso de avaria. Bonito! Vou ter de pagar uma chamada de valor acrescentado (mínimo de 25 cêntimos por minuto) para tentar recuperar 1 euro!

Decidi rapidamente, até porque é um ato de cidadania, denunciar a avaria e, vai daí, toca a falar com a simpática menina que deu voz ao número de telefone.

Comecei por dizer que queria fazer duas reclamações, uma pela moeda de 1 euro perdida e outra porque para reclamar essa situação, tinha de pagar para o fazer.

A chamada demorou, entre as perguntas e o dedilhar nas teclas do outro lado, 5 minutos e 14 segundos, o equivalente a 1 euro e 61 cêntimos!

Passados alguns dias recebo duas cartas dos CTT. E o que é surpreendente é que estas são antagónicas. Senão, vejamos:

Carta 1:

  • Agradece a participação da anomalia;
  • Confirma a avaria da máquina;
  • Acompanha um vale postal no valor de 1 euro.

Carta 2:

  • Informa que a máquina estava em pleno funcionamento;
  • Que o valor na caixa de moedas estava correto;
  • Que o número 707 existe porque o anterior tinha demasiada utilização com questões que não tinham a ver com os CTT;
  • E que para reclamar tinha o Livro de Reclamações, o impresso RSF ou o endereço de correio eletrónico para o efeito.

Bom, na verdade, pensei algum tempo antes de atribuir o prémio aos CTT. Até porque a empresa teve um comportamento aceitável: devolveu o dinheiro e perdeu algum tempo a justificar o sucedido ao cliente. Mas, na verdade, considero que fui lesado. Pagar 1,61 cêntimos para recuperar 1 euro é um incentivo para ficar quieto na próxima vez que isso acontecer.

Por outro lado, a forma de reembolso também não me pareceu a mais correta. Se eu fui claro ao contar que foi ao tentar comprar 3 selos que perdi a moeda, porque é que não me enviaram 3 selos (ou mais, para compensar o trabalho e o valor da chamada) num envelope? Sim, porque ao valor da chamada perdida, tenho de contabilizar as duas idas aos Correios para levantar a correspondência registada.

Resumindo, se isto vos acontecer, têm duas hipóteses: ou se comportam como um cidadão honesto, participativo, e ainda pagam para isso;

Ou… virem as costas e sintam-se confortáveis por terem dado uma esmola ao Serviço de Apoio ao Cliente dos CTT!

Por tudo isto, e mesmo não colocando em causa a continuidade do uso dos seus serviços, não posso deixar de oferecer um Prémio da Fúria à empresa CTT.

Espero que lhes dê tanto prazer recebê-lo como a mim entregá-lo!

Cópias de cartas e Vale Postal aqui!

Bem-vindo ao maravilhoso serviço de call center da PT Comunicações. Necessita de uma aventura radical, que lhe roube tempo e dinheiro? Ligue para a PT Comunicações! Skate, montanhismo, escalada, descida dos rápidos, bungee jumping, são brincadeiras de crianças, se comparados a um belo telefonema para o 707227276!

O SISTEMA! Já tinha ouvido falar do dito, mas consegui que se materializasse, de tanto ouvir falar dele. A incompetência que grassa do outro lado da linha vociferou-me vezes sem conta esse monstro que me acossou, encurralando-me. Um turbilhão de “obrigado pelo tempo que esteve a aguardar”, com vozes e frases saídas de extensões de computadores humanos formatados em “vou registar no sistema”, “no sistema tenho a indicação que”, “nada consta sobre isso no sistema”, “o sistema diz-me que ”!

O SISTEMA! O culpado de me envolver horas a fio com os serviços técnicos, com a facturação, com o comercial, num labirinto de vozes, pessoas sem rosto, inércia, vontade de despachar o cliente.

E de nada resolver!

Foram 40 dias, tantos como Jesus a resistir à tentação do Diabo no deserto. Só que neste caso, o Diabo ganhou e fui eu que fiz a travessia no deserto. Do dia 23 de Outubro ao dia 3 de Dezembro tentei algo que, para a PT, parecia um absurdo: ter internet na minha casa! Contabilizei 4 horas e 28 minutos, registados por mim, ao telefone com uma cambada de energúmenos sem formação nem treino para uma resposta adequada (a culpa não é deles, é de quem os contrata e não os forma!), mas seguramente foram mais de 5 horas ao telefone, pois houve contactos que não registei. Com a agravante óbvia de ser um número taxado a um valor elevado por minuto!

O resultado? A incapacidade tremenda de uma empresa com elevado know how neste tipo de serviço não conseguir prestá-lo. Uma empresa à qual eu pedi a prestação de serviço de internet e que não teve competência para servir o cliente. Porquê?

Eu respondo: O SISTEMA!

Em anexo disponibilizo o mapa de contactos e a carta de reclamação. Ambos esclarecedores.

Por isso, para a empresa do Sr. Bava, não posso deixar de retribuir tamanha oferta com outra oferta: mais um Prémio da Fúria!

Espero que lhes dê tanto prazer recebê-lo como a mim entregá-lo!

Carta de reclamação aqui: SAPO ADSL

Faço uma derradeira tentativa, mesmo sabendo de antemão que não vou conseguir. Mas, com esperança e crença, lá pego no telefone e falo (se é que se pode chamar àquilo “falar”) com mais uma simpática menina do call center da PT…

Tinha decidido colocar acesso fixo à Internet na minha casa do Oeste. Como ali a PT é monopolista, nem valia a pena ver outros operadores. A questão estava em “regatear” o preço e arranjar um valor acessível para o serviço, visto ser uma casa que ocupo em alguns fins de semana e já ter provado várias vezes que a banda larga móvel só funciona a espaços. Consegui, através de uma linha comercial, ser brindado com um valor a rondar os 26 euros, mas para isso teria de ter também um telefone com número fixo.

Passado o big problem da assinatura do contrato (porque eu marquei com os serviços da PT o encontro com o estafeta em Lisboa e ele andou no Oeste a tocar à campainha da minha casa) lá consegui marcar um dia para a instalação do serviço.

Tinha deixado as chaves a uma vizinha que abriu a porta à equipa técnica. Telefonou-me quando chegaram e dei instruções onde queria o equipamento. Passado pouco mais de meia hora, ela telefonou-me a dizer que estava pronto. Tão rápido – pensei eu! – mas ok, quem sabe, sabe, e a equipa técnica da PT tem um elevado nível de know how, por isso nem vale a pena estranhar. Só me pediram uma extensão – dizia-me a vizinha – mas depois o vizinho vê quando chegar, pois eu não percebo nada dessas coisas…

Ainda pensei que tivesse havido necessidade de fazer um ou outro furo na parede, pelo que nem pensei mais na extensão elétrica.

No fim de semana seguinte fui ao Oeste, ansioso por experimentar a navegação na internet a uma velocidade vertiginosa. Quando abro a porta, logo no hall de entrada, vejo aquilo que pensei ser uma brincadeira de Carnaval. Aproveitando uma mesinha que ali estava, perto de uma ficha telefónica PT, os “técnicos” instalaram o equipamento (“instalar”, neste caso deve ser entendido como “dispor o modem e o telefone em cima da mesinha”!). Mas como não havia ficha elétrica, venha daí a extensão para ligar à ficha mais perto. Que estava noutra divisão da casa!

Claro que nem sequer liguei a internet, não abri o envelope dos códigos, nem sequer usei qualquer dos equipamentos. Telefonei pelo meu telemóvel no próprio dia, mas já se sabe como as coisas (não) funcionam. Que era fim de semana, para telefonar na segunda, blá blá blá… Enviei um email na semana seguinte a explicar a situação e com as fotos que reproduzo aqui.

As coisas resolveram-se. Demorou, mas foi lá uma equipa técnica “a sério” e foi colocado o equipamento onde eu o queria. E, passadas 3 semanas, estava eu preparado para começar… um novo martírio!

Que será contado noutra ocasião.

Obviamente que, face à oferta técnica por parte da PT, não posso deixar de retribuir com outra oferta: um Prémio da Fúria!

Espero que lhes dê tanto prazer recebê-lo como a mim entregá-lo!

Eu até gostei das botas, mas aquela costura saliente estava a marcar-me o tornozelo. Perante a minha indecisão, decidi interromper uma das duas funcionárias que se divertiam a enviar sms’s encostadas ao balcão, com um ar aborrecido e tedioso.

Encontrava-me na loja da Bata, no Campera Outlet do Carregado. E estava mesmo a gostar das botas, o preço não era mau e a cor era aquela que eu procurava. Mas a saliência da costura estava mesmo a incomodar-me. Perguntei à empregada se havia algum modo de contornar aquela situação. Que sim, que tinham umas almofadinhas em gel próprias e que se “colavam” no local, de modo a não sentir quaisquer saliências ou evitar um roçar mais áspero do calçado. Que eu podia experimentá-las para ver se resolvia o problema.

E resolveu. Colei-as nas duas saliências e caminhei um bocado por ali. Temos negócio, pensei eu! O pior foi ao descalçar as botas. Aqueles coisinhas de gel enrolaram-se todas e ficaram inutilizadas. Bom, talvez uns pensos rápidos resolvessem a situação, por isso decidi levar as botas.

Qual não foi o meu espanto quando vi na factura que tinha pago €6,90 pelos dois miseráveis pedaços de goma que tiveram 2 minutos de vida,  tinham sido sugeridos pela empregada e se mostraram completamente ineficazes para utilizações futuras.

Obviamente que não culpabilizo as colaboradoras da fraca sugestão e do frágil atendimento. Em momento algum fui acompanhado na prova do calçado, tendo sido eu a procurar as caixas com os números a utilizar e a transportá-las para o local da prova, tendo até que me deslocar para pedir uma calçadeira. Compreendo que nos tempos actuais há que procurar novas formas de actuar no mercado, recorrendo a estratégias de emagrecimento de custos. Mas uma aposta na não-formação dos colaboradores tem repercussões no cliente.

O valor que paguei a mais pelas botas (€ 6,90) foi devido a um mau aconselhamento. Um pedido de desculpas ou a loja responsabilizar-se pelo valor das almofadinhas poderia ser uma solução. Mas também reconheço que a colaboradora, se não tinha autonomia e qualificação para ajudar, também não teria autonomia para assumir essa responsabilidade.

Obviamente que reclamei, enviando uma carta para a loja do Carregado e outra para a sede, em Alicante. Para estes últimos enviei, até, os restos mortais das super almofadinhas de gel.

E, obviamente, até hoje nunca recebi qualquer resposta

Por isso, aqui fica mais um Prémio da Fúria, desta feita para a empresa Bata!

Prémio da Fúria

Espero que lhes dê tanto prazer recebê-lo como a mim entregá-lo!

(Carta de reclamação, AQUI: Bata)

Chefe é chefe!

CHEFE, etimologicamente, é aquele que está à cabeça ou, melhor ainda, é a própria cabeça. A cabeça é que vê, pensa, promove a acção no interesse comum de todo o corpo.

Chefe é aquele que sabe, quer, e realiza, e também aquele que faz saber, querer e realizar.

Chefe é chefe!

Chefe decide e ponto final. Qual regras, qual quê! Quem pode, manda, Quem manda decide. Quem decide, é chefe!

Chefe é chefe! Ponto final!

E a que propósito vem isto?

Bom, sem querer entrar em falsos moralismos, aqui o entregador de prémios também se engana (e de que maneira!), mas isso – dizem – é humano. O que não é humano é o aproveitamento dos erros alheios.

Como está na moda começar as conversas deste modo, aqui vai:

Então é assim!

Como o Passos Coelho, o Vítor Gaspar, a troika e os anteriores (des)governos nos vão deixando numa posição cada vez mais desconfortável e cada vez mais temos a carteira com apenas umas notitas, costumo aderir a algumas promoções que me vão permitindo jantar fora de vez em quando ou utilizar alguns serviços a preços mais que razoáveis. Os responsáveis por essas promoções, passe a publicidade, são a Plubee, a Groupon, a LetsBonus ou a Cardume.

Esta última teve uma parceria com a Auto Reparações Braz que incluía uma lavagem do carro, aspiração e lavagem de estofos, tudo com 72% de desconto, ficando na módica quantia de € 19,40. Adquiri 2 cupões e, distraidamente, deixei o prazo ser ultrapassado.

De facto, tenho culpa por não ter lido com atenção a validade dos cupões. Por outro lado, também creio que aqui devia imperar algum bom senso, pois julgo não ser correcto nem justo alguém se abotoar com quase 40 euros e não prestar o devido serviço. Aliás, esta situação aconteceu com alguns outros prestadores que não tiveram problemas em servir-me, mesmo depois do prazo ultrapassado (casos dos restaurantes Leitaria Gourmet e  Gaijin Sushi Bar– obrigado a ambos).

Contactei as duas empresas (Cardume e Auto Reparações Braz) no sentido de perceber se poderia utilizar os cupões. No Cardume responderam imediatamente que sim, enquanto que na segunda empresa uma voz me respondeu que “o chefe não estava e que iam fechar para férias e que quando reabrissem eu deveria falar com o chefe, pois só o chefe é que pode decidir”.

Deixei passar o tal mesito de Agosto, onde Portugal pára e voltei a contactá-los, por telefone e posteriormente por correio electrónico.

A resposta chegou-me algum tempo depois e, sinceramente, fez-me rir.

Textualmente, diz assim:

boa tarde, com o seguimento da nossa conversa telefónica, falei com o meu chefe e ele pede desculpa mas o prazo já acabou há muito tempo e não pode ser, tem que ficar para outra altura, com as nossas desculpas e com os nossos melhores cumprimentos.”…

Pronto. Não pode ser. O chefe diz que não pode. Não pode, mas pede desculpa, o que não é mau de todo. O prazo acabou há muito (sim, e entretanto foram de férias, mas eu contactei antes disso) e não pode ser.

Não pode ser, mas… tem que ficar para outra altura (ops…aqui fiquei confuso!).

E com desculpas e cumprimentos, lá terminam a breve missiva. Então e não agradecem os 40 euritos que ganharam à borliú? Ficava bem o chefe botar um laique por baixo da frase “gosto de ganhar dinheiro fácil”!

Ficamos assim! Eu vou esquecer o dinheiro que vos dei. Só porque o chefe pediu desculpa e me disse que tem que ficar para outra altura (continuo confuso!).

O chefe decidiu, está decidido.

Chefe é chefe!

E eu, como exclusivo entregador de prémios deste blogue, ofereço mais um Prémio da Fúria, desta feita à Auto Reparações Braz.

Espero que lhes dê tanto prazer recebê-lo como a mim entregá-lo.

Prémio da Fúria

Sim, porque aqui… o chefe sou eu!

(Documentação AQUI: Auto Rep Braz)

- “Você agora anda com o carro durante uma semana para os pneus acamarem e depois volta cá para calibrar!!!”

Confesso que nunca tinha ouvido este termo, mas como costumo confiar nos profissionais dos vários sectores, aceitei a explicação e fui embora.

Há pouco mais de meia hora tinha escolhido quatro pneus para o meu carro, de entre duas marcas que o funcionário me tinha dado a escolher. Perguntei se o valor a pagar incluía todo o serviço de montagem e ele respondeu-me que incluía o valor dos pneus, a mão de obra, a calibragem e as válvulas. Só o alinhamento é que não. Sendo assim, mãos à obra!

Dei uma voltinha pelas imediações e passado um bocado já o carro estava no chão. Achei estranho tanta rapidez e perguntei se já estava tudo pronto. Sim, estava tudo menos a calibragem. Ou seja, o “tudo” foi mudar os penus. Então e a calibragem, perguntei eu!

- “Você agora anda com o carro durante uma semana para os pneus acamarem e depois volta cá para calibrar!!!”…

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Passei por lá ao fim de uma semana e atendeu-me outro funcionário, que se mostrou surpreendido ao saber para o que eu ia. Que não, não era possível fazer a calibragem. Não havia máquina, estava avariada. Aliás, estava avariada há mais de uma semana! Eles até tinham emprestado uma peça dessa máquina para outra oficina do grupo, pelo que podia passar por lá que eles faziam isso sem eu pagar nada.

Não gosto nada de ser enganado. Mas é mesmo coisa que não gosto! E, porra, parece que tenho que me habituar à força! Ainda pensei em passar por essa oficina e resolver o problema, mas não, – era o que faltava – então mentem-me e eu ainda tenho que andar para trás e para a frente!…

Dois dias depois fiz a calibragem noutra oficina, perto da minha casa, paguei e mandei uma carta de reclamação à Station Famões, onde também pedi o pagamento desse serviço.

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Obviamente que estas empresas de vão-de-escada não estão direccionadas para o cliente. O mesmo cliente que demorou 5 minutos a escolher um jogo de pneus, demorou 5 meses para receber uma resposta. Depois de muita insistência. Uma carta cheia de nada, é claro, que se esconde  atrás de refúgios legais, de preçários, de honra e transparência, de tanta coisa menos o essencial: o assumir da mentira! Ou seja, se me tivessem dito na altura que a máquina estava avariada, eu compraria – ou não – os pneus, mediante essa informação. Teria essa opção em linha de conta. A partir do momento em que o contrato, mesmo que verbal, é feito, teria de ser cumprido. E um contrato verbal tem tanto de legal como um escrito. Menos, claro, para a Station Famões!

As reclamações, mais do que punir ou avaliar o desempenho, servem para rectificar o que está menos bem e melhorar serviços e processos. A atitude de não reconhecer o erro em nada  dignifica  a Station Famões,  o  que  é  anormal  num  mercado  competitivo  como  o  actual, onde as empresas modernas servem o cliente e têm políticas viradas para o mesmo.

Não foi o caso desta empresa!

Por isso, aqui fica mais um Prémio da Fúria, desta feita para a empresa Station Famões!

Prémio da Fúria

Espero que lhes dê tanto prazer recebê-lo como a mim entregá-lo!

(Documentação AQUI: Documentação completa – StationFamoes!!!)